Investigação

Nunca foi tão fácil aparecer em público. Um telemóvel é suficiente para publicar uma opinião, comentar uma decisão política, denunciar uma injustiça ou responder diretamente a um governante. Já não precisamos de convencer um jornal a publicar a nossa carta, de aparecer num programa de televisão ou de possuir qualquer infraestrutura de comunicação....

Durante muito tempo, as redes sociais foram apresentadas como uma promessa de democratização da comunicação. Qualquer pessoa podia publicar uma opinião, responder a um político, contestar uma notícia ou participar numa discussão pública sem depender dos tradicionais intermediários da informação. À primeira vista, nunca tivemos tanta liberdade para...

Há uma pergunta que vale a pena fazer antes de abrirmos o Instagram, o TikTok ou o LinkedIn: quanto vale uma pessoa? À primeira vista, a resposta parece óbvia. O valor de alguém depende das suas ideias, do seu trabalho, do seu carácter, da forma como trata os outros. Mas basta passar alguns minutos nas redes sociais para...

Já aconteceu a todos: ler uma publicação política no Facebook, no TikTok ou no X, discordar completamente daquilo que está a ser dito e, ainda assim, não escrever um único comentário. Não porque nos tenham proibido de falar, menos ainda porque não tivéssemos argumentos; simplesmente porque sentimos que não valia a pena.

Todos os dias lemos notícias sobre imigração, criminalidade, nacionalidade ou segurança, seja através do Correio da Manhã, do Jornal de Notícias, do Expresso ou de outro meio qualquer — entre os quais poderão constar as notícias que aparecem automaticamente no Google, no Facebook ou aleatoriamente no nosso telemóvel.

Vivemos num tempo em que os líderes políticos já não aparecem apenas em palcos institucionais, rodeados de símbolos de poder e formalidade. Hoje, entram-nos diariamente pelo telemóvel. Falam a partir de cozinhas, de carros e de ginásios, entre refeições, viagens e elevações. Mostram-nos as suas atividades de lazer, os livros que leem e as músicas...

Vivemos num tempo em que estar online parece sinónimo de estar informado. As redes sociais tornaram-se, sobretudo para os mais jovens, uma porta de entrada para notícias, opiniões e debates públicos. Mas, apesar deste universo quase ilimitado de conteúdos, continuamos expostos - e muitas vezes vulneráveis - à desinformação. Porquê?

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